Pequeno dicionário incompleto e despretensioso de edições de livros e bibliografias de variados temas em eterna atualização.
Coletado por fábio bonillo
MORI, Ogai. O ganso selvagem. Belo Horizonte: Tessitura, 2010. 288 p. Brochura. Tradução Meiko Shimon e Samara Leonel. Ed. Bilíngue. ISBN 9788599745267
Edição bilíngue do romance japonês, recheada de notas e glossário.
BENJAMIN, Walter. The Work of Art in the Age of Mechanical Reproduction. USA: Penguin, 2008. Great Ideas Collection. ISBN 9780141036199
This is a great idea and I’m actually surprised I’ve never seen it before. If not handled properly it could come across dull and repetitive but it works well here.
BAZIN, André. Charles Chaplin. São Paulo: Marigo, 1989. 160 p. Brochura. Tradução Luis Carlos Velho dos Santos
Com prefácio de François Truffaut e textos complementares de Jean Renoir e Eric Rohmer. Reeditado pela Jorge Zahar em 2006.
Conteúdo, conforme a própria nota da edição:
- “Introdução a uma simbólica de Carlitos” apareceu, pela primeira vez, em 1948. Incluído no livro Que’est-ce que le cinéma?, vol. 1, Paris, 1958.
- “O tempo faz justiça a ‘Tempos Modernos’” foi publicado inicialmente em Arts, nº 485, 13/10/1954.
- “Pasticho ou postiço, ou nada por um bigode”, escrito em 1945, foi reeditado em Que’est-ce que le cinéma?, vol. 1.
- “O mito de M. Verdoux” apareceu na Revue du Cinéma, nº 10, janeiro de 1945, tendo sido incluído, igualmente, na coletânea Que’est-ce que le cinéma?, vol. III.
- “‘Monsieur Verdoux’ ou o martírio de Carlitos” foi escrito para a revista L’Ecran Français, nº 131, 30 de dezembro de 1947.
- “Grandeza de ‘Limelight” foi publicado em Que’est-ce que le cinéma?, vol. III.
- “Salvo se Carlitos morrer” apareceu no nº 17 dos Cahiers du Cinéma, novembro de 1952
- “Um rei em Nova Yorque” foi escrito para o France-Observateur, nº 390, 31/10/11957 [sic].
- O artigo de Jean Renoir, “Não, M. Verdoux não matou Charles Chaplin!”, apareceu no Ecran Français de 15 de junho de 1947.
OE, Kenzaburo. A captura. Japão: Luna Books, 1995. 125 p. Brochura. ISBN4 947692006C0087 P2500E
Tradução para o português, editada no Japão, de Shiiku, conto do ganhador do Nobel de 1994, que nos Estados Unidos recebeu o nome de Prize Stock (tradução de John Nathan para a Grove Press). Há uma outra tradução direta do japonês deste conto que saiu pelo Centro de Estudos Japoneses da USP - nesse volume, a história ganhou o título Animal de cria. Nessa edição da editora Luna, o tradutor é Schincho Bunko.
OE, Kenzaburo. Contos. São Paulo: Centro de Estudos Japoneses da USP, 1995. Organização de Geny Wakisaka. 240 p. Brochura
Antologia de sete contos do escritor japonês, traduzidos diretamente do idioma original. O volume é o terceiro da série Contos Japoneses editada pela instituição.
Contos incluídos no livro:
SUZUKI, Eico. Nátsume Sôsseki - o homem que merecia o Prêmio Nobel. São Paulo: Editora do Escritor / Luz e Silva, 1997. 120 p.
Ensaio sobre o escritor japonês, com ilustrações de autoria dele e um pequeno capítulo com traduções comentadas de alguns trechos de livros de Soseki (Eu sou um gato, Botchan e Dez sonhos de dez noites)
TANIZAKI, Junichiro. Naomi. São Paulo: Brasiliense, 1986. Tradução Sônia Coutinho. 251 p. Introdução de Anthony Chambers. Brochura. ISBN 8535904956
TANIZAKI, Junichiro. Amor insensato. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. Tradução Jefferson José Teixeira. 2ª edição. 277 p. Introdução de Alberto Moravia. Livro composto em Electra. Brochura. Sem ISBN
Tradução de Chijin no Ai, do escritor japonês Junichiro Tanizaki (às vezes grafado Jun’ichiro, como nas edições publicadas pela editora Estação Liberdade).
MORAES, Rubens Borba de. O bibliófilo aprendiz. 4 ed. Brasília: Briquet de Lemos / Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2005. 208 páginas. ISBN 8585637137 *
Com o subtítulo “Prosa de um velho colecionador para ser lida por quem gosta de livros, mas pode também servir de pequeno guia aos que desejam formar uma coleção de obras raras, antigas ou modernas”, o livro do araraquarense Moraes (1899-1986) mostra sua obsessão sistemática, quase neurótica, pela chamada Brasiliana, obras sobre o Brasil, impressas ou não no País.
O que incomoda um pouco, apesar do subtítulo, é o interesse de Moraes sobretudo em obras raras e primeiras edições de livros antiquíssimos, caríssimos, com marcas de brocas, mofo ou péssimos cuidados, totalmente inacessíveis para um colecionador / amante de livros de primeira viagem. A conversa aqui é de gigantes. Moraes já chegou a ter um acervo considerado mais valioso que o da Biblioteca Nacional.
O que permanece é o sabor da experiência, as espirituosas dicas de preservação dos livros (“Para livros a umidade ideal é de 60% a 65% e a temperatura, 20 a 25%. Esse ambiente não é somente agradável aos livros, mas também aos bibliófilos”), a citação precisa de títulos e autores e as histórias de pechinchas e peregrinações em sebos. As recomendações sobre encadernação também são bastante interessantes, e com valor histórico. Fica também o belo trabalho gráfico da editora, mais sofisticado que o da primeira edição do livro pela Companhia Editora Nacional (1965).
* Brochura. Composta em Minion e Bodoni, em papel Ripasa Chamois Bulk 90 g/m² no miolo e capa DuoDesign 250 g/m²
MCLUHAN, Marshall e FIORE, Quentin. O Meio são as Massa-gens. Um inventário de efeitos. 2 ed. Rio de Janeiro: Record, 1969